Casa NUA e Formosa Hi-Fi apresentam

um novo paradigma para as Artes Digitais.

TEMPORADA 2Em Exibição :

6529 MEMES

29 de Abril a 14 de Junho, quartas a domingos, 10h - 17h

>> ESTAREMOS FECHADOS EXCEPCIONALMENTE NO DIA 7 de JUNHO, DOMINGO

Ocupando junto à Formosa Hi-Fi um dos espaços públicos mais nobres de São Paulo, Domínio Público 6529 é a mais nova exposição da Casa NUA — museu de Arte Descentralizada — exclusivamente dedicada à Arte Digital Contemporânea em Domínio Público, trazendo novas curadorias mensalmente.Venha conosco nessa jornada... ou pule direto para a seção desejada abaixo.

A Galeria Formosa

um sonho Modernista projetado por Mário de Andrade no coração de São Paulo, foi transformada em templo acústico com a sua ocupação em 2025 pela Formosa Hi-Fi : um lugar com qualidade sonora à altura das grandes salas de concerto, mas com alma da cultura popular.Um espaço público de vocação cultural pioneira, a Galeria Formosa foi construída durante os anos dourados do modernismo brasileiro no sous-sol do Viaduto do Chá, ao lado do Theatro Municipal de São Paulo, para sediar iniciativas culturais que buscavam “devorar”desconstruindo e ressignificando – as tendências artísticas colonialistas vindas da Europa, criando um movimento originalmente brasileiro.De restaurantes de fusão a escolas de arte, salas de ensaio e instalações teatrais performativas, a Galeria Formosa prosperou por meio de sucessivas ocupações, até finalmente suportar décadas de abandono e uso indevido na virada do século.Conectando o passado ao presente através da Formosa Hi-Fi, agora ela se conecta ao futuro através dessa iniciativa da Casa NUA e da rede 6529.

um lar com Presente, Passado e Futuro

Após meses de negociações e captação de recursos de forma descentralizada, junto a colecionadores, artistas e mecenas das artes (saiba mais abaixo), a Casa NUA conseguiu viabilizar a galeria Domínio Público 6529 como uma exposição de arte com licença Creative Commons Zero, ou seja, 100% dedicada ao domínio público.A Formosa Hi-Fi — casa que desde 2025 vem se consolidando como uma peça importante na revitalização do Centro de São Paulo, recebe e abriga o projeto em seu espaço.

Na Formosa, a Arte CC0 ganha sua primeira exposição pública no Brasil.

Contando com 27 telas estado-da-arte para exibição de obras digitais — com até 100 polegadas e resolução de 8K — a Domínio Público 6529 é a maior exposição digital no Brasil de um acervo de arte nativamente digital até o momento.Em mais uma vertente pioneira da atuação em rede descentralizada, parte da curadoria será realizada colaborativamente através da plataforma 6529.io, com obras CC0 do projeto 6529 e também de outros acervos e artistas nacionais e internacionais criando arte diretamente para o domínio público.E a comunidade artística de São Paulo também será convidada a participar!

Em Exibição (Temporada 2) :

6529 Memes

29 de Abril a 14 de Junho, quartas a domingos, 10h-17h

>> ESTAREMOS FECHADOS EXCEPCIONALMENTE NO DIA 7 de JUNHO, DOMINGO

6529 Memes é a segunda curadoria da galeria Domínio Público, contando com 50 artistas e dezenas de obras meméticas, criadas entre 2022 e 2026 com o objetivo de difundir a cultura digital, o movimento de descentralização e os valores cypherpunk do mundo cripto, como a liberdade de transação, a não submissão ao domínio corporativo, o metaverso aberto a todos, a resistência à censura e os direitos humanos globais nos meios digitais.

Clique aqui para acessar o texto curatorial e os links de cada obra na plataforma 6529, onde é possível baixar todas as obras em alta resolução para uso 100% livre.

Artistas participantes :
6529er – Arsonic – Awhurst – Beissú – Bicasso – BongDoe – Cardelucci – CyberHumanoid – Darkfarms – Diane Lindo – Eva Eller – Eszter Lakatos – Fabiano Speziari – Goldcat – the Hidden Walls – Hugo Faz – J Marino – Jaen – Killer Acid – Killstrike – Lola Hubner – Lors – Marcelo Pinel – Mark Inducil – Miss AL Simpson – Naime Pakniyat – Noinah – North of 80 – Nuclear Samurai – Patê – Pepenardo – Pobedeen – Pop Wonder – Punk 6529 – Raphael Erba – Rakesh Pulapa – Rebecca Rose – Ricardo Alves – Mr Richi – Saed – Sariraa – Sathar – Scobel – Seerlight – Tom Wilson – Vincent Van Dough – Viva la Vandal – Xose Casal – Zhuk – Zoku

(válido para qualquer data da temporada)

Retire aqui seu ingresso (gratuito) para qualquer data da temporada :


pelo público, para o público

Bens Públicos devem servir para alcançar e beneficiar a todas as pessoas...

... e a Arte é o bem público essencial.A rede 6529 de artistas, investidores e colecionadores de arte tem financiado e construído ao longo de anos um arquivo cultural público enorme de Arte CC0 (Creative Commons Zero) — ou seja: em domínio público,

propriedade intelectual que pertence a toda e qualquer pessoa — uma mudança de paradigma revolucionária.

Esse projeto movimento artístico, de escala e importância cultural enormes mas ainda amplamente desconhecido no Brasil, tem potencial ilimitado para...

espalhar a cultura dos bens públicos, fomentar economias criativas, educar sobre descentralização, cripto e NFTs, monetização por via de construção de marcas públicas, reapropriação de conteúdo, ensino e aprendizagem de técnicas artísticas e criativas, apreciação pública de arte digital de vanguarda aliada a tecnologias de ponta e muito mais...

A rede 6529 (site, app iOS, app Android) é aberta a todos!! Artistas, entusiastas da arte digital, colecionadores, e qualquer pessoa pode participar. Basta criar sua carteira Ethereum (recomendamos o app Rainbow e se conectar. O app funciona como uma rede social livre de bots, pois a verificação de identidade e reputação é realizada entre pessoas legítimas.É possível interagir com os artistas e colecionadores da rede diretamente na Wave (canal) da Domínio Público 6529! E artistas, após um período de incubação, podem submeter seus trabalhos para lançamento no projeto com apoio da Casa NUA.

Mecenas da Domínio Público 6529 : Angol – Arsonic – Dave (DKibbler) – David (punk8164) – DGMD – dsanchesGM – EzMonet – the Formosa Fourteen – 9 Friends of Formosa – GhostPepper – gpebbles – Harsha Nik – Hexum – Johndoe8891 – Jyppy – JonnyPickles – lotsofreasons – MVY – NorthOf80 – Pandelic – punk6529 – Ruskin – Thor – VonMises

Video

vamos descobrir juntos o que acontece quando lançamos arte CC0 ao público

Quem Somos

Casa NUA : site - perfil no 6529 - instagram


Inaugurada em 2023 em uma cobertura da década de 1940 na Rua Maria Paula, centro de São Paulo, a Casa NUA é o primeiro Museu de Arte Descentralizada do Sul global.Diz-se descentralizada a obra digital inscrita no blockchain, ou seja, cuja existência e circulação não depende de nenhum indivíduo, nem de instituição pública ou privada. A Casa promove, portanto, a fruição e difusão de seu acervo próprio e das artes digitais emitidas como NFTs, funcionando também como incubadora de artistas e centro educacional na convergência entre as artes e a tecnologia.Orgulhosamente mantenedora do NFT 6529 Gradient #96 entre mais de 400 outras obras NFT em seu acervo próprio, a Casa NUA é referência internacional em curadoria e exibição de arte nativamente digital.Visite nosso website para conferir a programação de exposições, eventos culturais e cursos sobre arte e tecnologia.

Hugo Faz, fundador - website - perfil no 6529 - instagram


Artista de Performance, fotógrafo e filmmaker, curador e colecionador de arte. Formado pela USP, após um período à frente de startups na área da gastronomia, voltou-se às artes, tornando-se agitador cultural e criador de experiências onde a presença física é peça fundamental. Assim, fundou a Casa NUA.Com quase duas décadas de experiência unindo iniciativas culturais, produção artística, curadoria e hospitalidade, Hugo Faz concebeu e realizou a exposição Domínio Público junto à Formosa Hi-Fi.

Obrigado

Entregar a São Paulo um presente como a Domínio Público 6529 só foi possível à Casa NUA graças ao poder da web3, da extrema convicção em um futuro descentralizado pelos mantenedores da rede 6529, e pelo acolhimento da Formosa Hi-Fi. Estamos orgulhosos de receber aqui toda a cidade!

Você recebeu um Convite para prestigiar a noite de abertura da Domínio Público 6529, a mais nova exposição de arte digital da cidade, 100% dedicada à Arte em Domínio Público.A Formosa Hi-Fi e a Casa NUA se juntam para tornar o marco do Viaduto do Chá uma nova ponte da São Paulo histórica para o Futuro.Dia 26/Mar, Quinta-Feira, às 20h.Visite o site da Domínio Público 6529 e saiba tudo sobre o novo espaço e a exposição de inauguração.

RSVP obrigatório :

Confirme sua presença :

Temporada 2 : 29 de Abril a 14 de Junho de 2026

6529 Memes

6529 Memes é a segunda curadoria da galeria Domínio Público, contando com 50 artistas e dezenas de obras meméticas, criadas entre 2022 e 2026 com o objetivo de difundir a cultura digital, o movimento de descentralização e os valores cypherpunk do mundo cripto, como a liberdade de transação, a não submissão ao domínio corporativo, o metaverso aberto a todos, a resistência à censura e os direitos humanos globais nos meios digitais.A palavra "meme", antes de se tornar sinônimo de piada viral, foi cunhada pelo biólogo Richard Dawkins para descrever unidades culturais que se replicam e se espalham de pessoa a pessoa — e é exatamente nesse sentido original que o projeto opera: cada obra é um meme no sentido mais amplo e potente do termo, uma ideia criada para circular sem barreiras, sob licença CC0 (Creative Commons Zero), ou seja, inteiramente em domínio público.Organizada em três eixos temáticos“Tomar os Memes de Produção”, sobre a retomada dos meios de produção cultural pelo indivíduo; “Liberdade de Transação”, sobre a livre troca econômica nos meios digitais — não mediada por plataformas ou instituições centralizadas — como um direito fundamental; e "OM – o Metaverso Aberto e o Futuro”, sobre um futuro digital aberto, uma “utopia possível” sem muros corporativos —, a curadoria apresenta ao público brasileiro um panorama inédito do movimento cypherpunk traduzido em arte.São pinturas digitais, animações e vídeos, peças de design com referências históricas, performances e até obras híbridas e físico e digital que tratam de temas como soberania individual, resistência à censura e direitos humanos nos ambientes digitais, tudo com o humor, a irreverência e a acessibilidade próprios da cultura memética. Não é preciso entender de criptomoedas para se deixar afetar — as obras falam à mesma inquietação que move qualquer pessoa diante de um mundo cada vez mais mediado por plataformas e sistemas que não controlamos.Com curadoria assinada por Hugo Faz, fundador da Casa NUA, 6529 Memes traz para as telas da galeria subterrânea sob o Viaduto do Chá o maior acervo de arte memética no blockchain já exibido fisicamente na América Latina. Todas as obras podem ser baixadas e reproduzidas livremente pelo público — inclusive para uso comercial —, reafirmando o compromisso radical da Domínio Público com o acesso irrestrito à cultura e com o fomento à economia criativa.Num país em que a palavra "meme" costuma evocar apenas o entretenimento descartável das redes sociais, a exposição convida o visitante a descobrir que um meme pode ser, também, um ato político, uma obra de arte de alto valor, e um instrumento de transformação social.Ambicioso, o projeto 6529, já com mais de 500 obras em seu portfolio, segue lançando semanalmente 3 novas obras, colocadas à venda em tiragem limitada. A escolha acontece por votação em um ranking contínuo na plataforma 6529.io, onde artistas e colecionadores do projeto avaliam as obras submetidas por seu mérito artístico, contribuição cultural e produção de bens públicos. A renda com a venda dos NFTs é dividida entre artista e a rede, e a obra é entregue ao domínio público, com o artista abrindo mão de todo e qualquer direito sobre a obra.

1 - Tomem os Memes de Produção

Em 1848, Karl Marx fez história ao convocar os trabalhadores a tomarem os meios de produção. Em 2022, nasce 6529, um projeto de arte digital em domínio público (CC0 – Creative Commons Zero), e atualiza o histórico chamado:"Tomem os memes de produção!"A provocação não é apenas retórica. Ela carrega uma percepção profunda sobre como o poder se organiza no século XXI. Se as ideias que circulam numa sociedade determinam seus valores, suas leis e seus sistemas, então quem produz e distribui essas ideias detém, de fato, o poder. O meme — unidade cultural que sintetiza ideias compartilhadas potencializando sua replicação — é a menor e mais potente ferramenta de transformação social.Em "Seize The Memes Of Production", 6529er — pseudônimo do designer oficial do projeto 6529 — traduz o manifesto em imagem-síntese, enquanto "Uncle Seize" reinterpreta o icônico Tio Sam como um chamado à ação memética. Já "The Institutions Are Coming" inverte a relação de poder: os indivíduos não deverão mais temer as instituições, que já não detêm os memes — são elas que terão que se adaptar à nova ordem cultural.As obras desta primeira seção encarnam esse gesto difusor da cultura digital e exploram o conceito do meme à luz da web3 — a internet descentralizada onde a propriedade digital soberana já é realidade. "Weight of Value", de North of 80, e "Pepe House", de Cardelucci (EUA), propõem uma reflexão sobre o valor no livre mercado: não seria o dinheiro, afinal, uma convenção coletiva? Um meme? 1 dólar, 1 bitcoin ou uma obra de arte têm tanto valor quanto o complexo consenso social global concluir que tenham.Outros pôsteres meméticos de 6529er e Xose Casal, bem como renderizações animadas conceituais icônicas da palavra Meme por SaedKh8 e DarkFarms completam a introdução a "6529 Memes".

Pela primeira vez na história, com a tecnologia blockchain, um meme pode ser não apenas compartilhado livremente, mas colecionado na sua individualidade: NFTs são objetos digitais únicos, de procedência verificável e de propriedade soberana, que podem ser criados por qualquer pessoa sem dependência de plataformas privadas, e com usufruto e difusão eternamente públicos.Assim são as obras que integram a exposição "6529 Memes": "cards" lançados como NFTs em licença CC0 por 50 diferentes artistas, no âmbito do projeto 6529, entre 2022 e 2026. "6529Seizing" é o NFT que inaugura o projeto 6529, um close-up da figura do Cryptopunk #6529 — NFT de 2017 que representa a identidade digital adotada como pseudônimo do fundador do projeto — com os dizeres "Seize The Memes of Production" e o logo 6529 ocupando os pixels de sua boca.Em "The Sacrifice of the Memes", Bicasso (Itália) remixa a figura do cryptopunk, evocando Van Gogh para representar o peso e a coragem de criar fora dos sistemas estabelecidos. A versão física da obra-meme NFT exposta aqui, em óleo sobre tela, está à venda em leilão online pela duração da exposição.Em "The Suits", de J Marino (Argentina), o protagonista também luta para proteger sua propriedade digital do assédio corporativo.

"No Meme, We Riot", de BongDoe (Panamá), sintetiza com humor ácido a urgência do movimento: tire nossos memes, e nos revoltaremos.

"Inside the Vault", de Raphael Erba (França), imagina uma incursão dentro do cofre digital do Museu 6529, repleto das obras digitais mais valiosas

2 - Liberdade de Transação

De todos os memes — de todas as ideias que o projeto 6529 busca disseminar —, nenhuma é mais fundamental do que a Liberdade de Transação: o direito e a capacidade de enviar e receber valores (ou bens...) de e para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, sem precisar de permissão de intermediários ou depender de bancos.Não se trata apenas de dinheiro, mas de autonomia. Quando um governo, um banco ou uma plataforma pode bloquear uma transação, pode também silenciar uma voz, congelar um meio de vida, isolar um indivíduo — o que pode acontecer na letra da lei, ou também de forma arbitrária, por governos capturados pela corrupção ou pelo autoritarismo.O Bitcoin, criado por Satoshi Nakamoto em 2008, demonstrou pela primeira vez que a troca econômica direta entre pessoas era tecnologicamente possível sem a tutela de terceiros — e abriu caminho para todo um ecossistema descentralizado que hoje sustenta a arte, a cultura e a liberdade de expressão que a Casa NUA e a Domínio Público representam.As obras desta seção exploram essa ideia por múltiplos caminhos. "Nakamoto Freedom", de 6529er, tornou-se a verdadeira bandeira do movimento cripto, prestando homenagem direta ao criador do Bitcoin. Por ser CC0, é frequentemente usada em recriações, como "Freedom Marathon", em que Hugo Faz trouxe Sargento Pepe à São Silvestre em uma corrida pela liberdade — longa, extenuante, mas que só se perde quando se para."Sgt. Pepe", de Arsonic, é assim a obra que melhor representa o chamado à ação pela garantia desse direito. Em domínio público (como toda obra do projeto 6529), o carismático Pepe-piloto deu origem, em "Sgt. Pepe World", a uma série inteira de personagens ligados ao mundo dos NFTs.Por sua vez um remix do Pepe original de Matt Furie, Sgt. Pepe é frequentemente remixado por criadores diversos que convocam o humor e a irreverência pop para lembrar que a luta por direitos fundamentais pode e deve ser também uma celebração. Na tirinha em vídeo "6529 Memes at the Boys' Club", Patê e Hugo Faz (Brasil) recriam a HQ icônica de Furie em uma homenagem aos Memes do projeto 6529."BOOM", de Killer Acid (EUA) compõe um painel com "MEME TWENTY TWENTYFIVE", de Pepenardo, e "VIVA SATOSHI", de Vincent Van Dough, artistas com obras meméticas que bebem de referências revolucionárias, atualizando-as para um movimento que entende a tecnologia como ferramenta de emancipação contra a vigilância e o excesso de controle corporativo ou governamental. E "Carpe GM", vídeo-colagem de Rebecca Rose (EUA) animada por uma canção revolucionária do século XIX, também remixa Pepe enquanto retoma a afirmação de que memes serão o catalista para a conquista da soberania do indivíduo.

"The Cost of Permission", de Diane Lindo (Canadá), justapõe os termos "KYC" e "Obey" em provocação ao regime onipresente "Know Your Customer" ("Dados do Cliente") — em que, para movimentar o próprio dinheiro, o cidadão deve antes provar sua identidade, justificar suas intenções e, em última instância, acatar uma recusa injustificada. Quando "verificar" se torna "controlar", e quando "proteger" se torna "submeter"?Se ainda resta dúvida sobre por quê tudo isso importa, "Possession Game" e "Bitcoin Bitch" respondem com uma máxima que se tornou lema do universo cripto: "Not your keys, not your coins".O princípio de "Se não são suas chaves, não é seu dinheiro" é simples: se o seu dinheiro está num banco, ele é, em última instância, do banco; se seus dados estão em um site ou plataforma, eles são da plataforma; se sua arte está hospedada em um servidor corporativo, ela só existe enquanto a empresa permitir. A verdadeira propriedade só existe se você detém a chave.É essa, ao mesmo tempo, a promessa e a exigência da Liberdade de Transação: para que ela seja possível, é preciso que cada indivíduo a exerça.A liberdade de transação não é, entretanto, uma opção ideológica, mas sim uma inevitabilidade tecnológica. É o que expressa "Freedom Forge", de Sariraa (Irã): há luta, mas o resultado é inexorável. E enquanto a inevitabilidade se consolida, o sistema vigente reage. "On The Way To Freedom", de Beissú (Brasil), completa esse painel de abordagem combativa, que conta ainda com "Save The Future", de Ricardo Alves (Portugal) e "Buidl to the Future", de Noinah (Tailândia).

3 - OM — O Metaverso Aberto e o Futuro

Se tomamos os memes de produção e garantimos a liberdade de transação, o que construímos com isso? A resposta do projeto 6529 é "OM" — Open Metaverse, ou em bom português, o Metaverso Aberto.Não o "metaverso" das big techs, dos óculos de realidade virtual, dos algoritmos intransponíveis, anúncios infindáveis e das plataformas digitais controladas por termos de uso que ninguém lê.OM é uma visão de futuro em que a camada digital da vida — onde já trabalhamos, criamos, nos relacionamos e nos expressamos na maior parte do nosso tempo — pertence a todos e não é propriedade das corporações. Um espaço onde a identidade digital é soberana, onde os objetos digitais podem ser verdadeiramente seus, onde a arte circula livre e os direitos humanos se estendem sem fronteira do mundo físico ao digital.OM é portanto, assumidamente, uma utopia — construída bloco a bloco, obra a obra, byte a byte, meme a meme, por uma comunidade global de artistas, criadores, colecionadores e desenvolvedores.O projeto 6529 propôs em 11 de Março de 2023 a "Carta Global dos Direitos Digitais" como uma extensão da Carta Global de Direitos Humanos da ONU, de 1948, e busca incentivar sua adoção por instituições e governos ao redor do mundo. Ela pode ser acessada na íntegra através do QR code abaixo desta tela."Digital Rights Are Human Rights", de 6529er, enuncia no estilo da escola de Bauhaus a tese central desta seção, com a clareza de um manifesto: direitos digitais são direitos humanos. Já "Do You Know Your Digital Rights?", de Fabiano Speziari, transforma essa afirmação em pergunta — e convida a confrontarmos nossa própria relação com os sistemas que utilizamos.Se pensamentos movem montanhas, e memes como NFTs CC0 (em domínio público) são ideias materializadas, podem redes organizadas em torno dos memes garantir um futuro menos distópico?

Da psicodelia trazida por Marcelo Pinel (Brasil) à imagem de tranquilidade da rede de pescador de Rakesh Pulapa (Índia); da "tOMorrowland" colorida de Eszter Lakatos (Hungria) ao cypherpunk de Tom Wilson (EUA). Com fotografias, ilustrações 2D e 3D, colagens, GIFs animados e reinterpretações de temas tradicionais, as obras desta seção imaginam ou interpretam o Metaverso Aberto das formas mais variadas, fazendo um chamado à participação e encerrando a exposição como se encerra um ciclo: do meme à conquista; da utopia à realidade.

Zoku (Argentina) nos desafia a tomarmos agência sobre esse futuro em "Seize your Freedom". Abaixo da obra, na exposição, disponibilizamos um guia prático rápido para você criar sua primeira carteira digital e fazer seu registro na plataforma 6529.io, uma rede social focada em arte descentralizada onde o objetivo é a produção de bens públicos através da arte CC0. Todos podem participar!Abaixo, o diagrama "Caminho de Adoção dos NFTs", de Punk 6529, criador e idealizador do projeto, mapeou em linguagem visual direta — e em um exercício de presciência — o caminho de uma década, sendo percorrido agora, para a adoção global das tecnologias do blockchain e NFTs, servindo como guia para quem chega a este universo pela primeira vez.Através do blockchain — por sua característica intrinsecamente pública, descentralizada e incensurável —, criar, compartilhar, recriar, difundir e colecionar memes e arte digital tornam-se uma necessária afirmação de liberdade.

Artistas participantes :
6529er – Arsonic – Awhurst – Beissú – Bicasso – BongDoe – Cardelucci – CyberHumanoid – Darkfarms – Diane Lindo – Eva Eller – Eszter Lakatos – Fabiano Speziari – Goldcat – the Hidden Walls – Hugo Faz – J Marino – Jaen – Killer Acid – Killstrike – Lola Hubner – Lors – Marcelo Pinel – Mark Inducil – Miss AL Simpson – Naime Pakniyat – Noinah – North of 80 – Nuclear Samurai – Patê – Pepenardo – Pobedeen – Pop Wonder – Punk 6529 – Raphael Erba – Rakesh Pulapa – Rebecca Rose – Ricardo Alves – Mr Richi – Saed – Sariraa – Sathar – Scobel – Seerlight – Tom Wilson – Vincent Van Dough – Viva la Vandal – Xose Casal – Zhuk – Zoku